quinta-feira, 2 de abril de 2009

A história da estação ferroviária de Campina Grande



A estação original de Campina Grande foi inaugurada em 2 de Outubro de 1907 pela Great Western, como ponta de linha do ramal de Campina Grande. "O ano era 1907. Um sentimento de euforia e surpresa tomava conta dos moradores de Campina Grande com a notícia de que chegaria à Estação Ferroviária Great Western - hoje conhecida popularmente como Estação Velha - do primeiro trem que atenderia à população da Rainha da Borborema. O trecho da linha saía de Itabaiana com destino a Campina Grande, passando pelo distrito de Galante. A chegada oficial do trem na Estação de Campina Grande é datada de 2 de outubro de 1907, mas estudiosos como Epaminondas Câmara - autor do livro Datas Campinenses - registrou que em 7 de setembro daquele ano a máquina começou a trafegar, ou seja, há 99 anos. Em quase um século de história, especialistas confirmam a importância deste segmento para o desenvolvimento urbano e econômico campinense e criticam a falta de conservação em alguns trechos do Sertão paraibano, por onde a linha férrea passava, que hoje estão jogados ao descaso. O meio de transporte hoje é utilizado apenas para carregamento de mercadorias. "Onde o trem chegava havia uma movimentação econômica muito grande sem contar nas mudanças comportamentais e culturais que a chegada da novidade promovia no cotidiano da população ", explica o professor Gervácio Batista Aranha, do departamento de História da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O professor estuda o fenômeno do sistema ferroviário no Nordeste; inclusive a tese de que defendeu no doutorado pela Universidade de Campinas (Unicamp) teve como tema "Trem, Modernidade e Imaginação na Paraíba e Região". Até a década de 40, a estação foi ponto de destaque no desenvolvimento econômico e cultural campinense. O transporte de produtos - como o algodão - para outros portos do Brasil e Europa levava e trazia novidades e riquezas, influenciando na vida das pessoas. Como todo importante ato histórico, a chegada do primeiro trem à estação de Campina Grande foi marcada por uma grande presença popular com a participação de autoridades que estruturavam o cenário político da época. Documentos da época mostram que uma banda de música animava o momento e fogos de artifícios convidavam a população local a participar da festa. Uma comitiva da empresa Great Western chegou por volta do meio-dia da quarta-feira, dia 2 de outubro de 1907. Na recepção o prefeito Cristiano Lauritzen acompanhado do major Lino Gomes, major Juvino do Ó, Alferes Manuel Paulino de Morais, professor Clementino Procópio, monsenhor Sales, Tito Sodré, Benedito Rodrigues, dr. Afonso Campos, dr. José Pinto, Manuel Lins de Albuquerque e os irmãos Cazuza, Miguel e Francisco Barreto engrossavam a lista de personalidades presentes ao momento histórico. O orador da solenidade era o médico e empresário Assis Chateaubriand Bandeira de Melo. Às seis horas da tarde - depois de um atraso de quatro horas - os presentes no local avistaram de longe a máquina - enfeitada com folhas de palmeiras e duas bandeiras do Brasil - e o apito anunciava a tão esperada chegada do trem à Rainha da Borborema. O professor Gervácio Batista Aranha explica que na época da inauguração, Campina Grande possuía apenas cerca de seis mil habitantes, sendo que quase quatro mil pessoas compareceram ao evento. "Era a realização de um sonho alimentado por mais de duas décadas pela população e autoridades locais", frisa. Mas foi necessário um pouco de pressão política para que o sonho se tornasse realidade. Documentos que tratam do assunto mostram que o prefeito da cidade na época, Cristiano Lauritzen, foi duas vezes ao Rio de Janeiro para conseguir recursos e apoio federal para construção de uma linha férrea para Campina Grande. "Havia muito jogo político nesse sistema, o que deixou muitas cidades prejudicadas", destaca o professor. O funcionamento do sistema ferroviário no Brasil está ligado diretamente às mudanças de costumes e comportamentos na vida da população campinense, assim como aconteceu com as demais cidades do País que eram atendidas pelo sistema de ferrovias. A conexão com outros pólos econômicos e sociais possibilitou aos campinenses o contato com culturas de outras partes do País, influenciando no modo de viver da sociedade. No transporte de passageiros, o trem mais famoso na cidade foi o Asa Branca que fazia a linha entre Recife (PE) e Fortaleza (CE), passando por João Pessoa e Campina Grande Era sagrado. Todos os dias havia um trem saindo de Pernambuco e outro do Ceará. O som do trem servia de base de horário para muitas pessoas. "Muitas famílias modelavam seu dia a partir do horário de chegada do trem. Se o trem chegava na estação às 9 horas, as tarefas eram divididas em depois e antes da chegada do trem, explica Gervácio. Sob a alegação de inviabilidades econômicas o governo federal começou a desativar diversos trechos pelo País. Hoje, a imagem mais presente no cotidiano dos campinenses sobre o sistema ferroviário é o funcionamento do trem do forró, durante os festejos do Maior São João do Mundo. O passeio sai da Estação Velha com destino ao distrito de Galante. Na estação também funciona o Museu do Algodão" (Jornal da Paraíba, 03/09/2006). Somente em 1958, a já Rede Ferroviária do Nordeste terminou e entregou a ligação ferroviária entre esta estação e a de Patos, no ramal da Paraíba da RVC, e a RFFSA, já controlando as duas linhas, incorporou não só o trecho Patos-Campina Grande como também o trecho Souza-Patos à rede da RFN. "A estação nova de Campina Grande foi inaugurada no dia 14 de Fevereiro de 1961 pela RFN, em um lugar mais amplo para as máquinas poderem fazer suas manobras, no intuito de expandir os serviços ferroviários em Campina Grande. Sua construção remonta ao ano de 1957, quatro anos antes, em virtude da comemoração do cinqüentenário de chegada do trem a Campina Grande. Ela passou recentemente por uma reforma, a cargo da atual concessionária, a CFN. A edificação apresenta característica do estilo Modernista, e suas linhas arquitetônicas lembram o Lyceu Paraibano, da Capital do Estado. Sua fachada é ornamentada por um painel decorativo, da autoria de Paulo Neves do ano de 1960. O nº do seu patrimônio inscrito na antiga RFFSA é 1240148. A estação foi tombada pelo IPHAEP em 2001. Possivelmente, o imóvel abrigará no futuro o Museu da CFN. Encontra-se em frente à sua plataforma uma placa alusiva ao Cinqüentenário da chegada do 1º Trem de Ferro a Campina Grande como 'marco da valorização econômica do interior Paraibano" (Jônatas Rodrigues, 02/2009).

sexta-feira, 27 de março de 2009

Live at Pompeii. Disco e Video.

Live at Pompeii:The Director's cut é uma reedição em DVD do filme de 1973 de Adrian Maben "Pink Floyd:Live at Pompeii". O filme apresenta os Pink Floyd atuando num velho anfiteatro em ruínas em Pompeia, Itália, assim como gravações em estúdio e entrevistas à banda, quando da gravação do álbum The dark side of the moon. O 'concerto' foi gravado em 4 e 7 de Outubro de 1971 e apresenta a particularidade de não haver audiência. Também saiu pra album, porém trata-se de um roio.

"Echoes (song)Echoes, Part 1"
"A Saucerful of Secrets"
"Us And ThemUs and Them (Studio)"
"One of These Days"
"Mademoiselle Nobs"
"Brain Damage (Studio)"
"Set the Controls for the Heart of the Sun"
"Echoes (song)Echoes, Part 2"

Relics



Relics é uma compilação editado em 14 de Maio de 1971 no Reino Unido e em 5 de Julho do mesmo ano nos Estados Unidos. Foi reeditado em CD em 1996 com uma capa diferente.
Relics inclui os dois singles de sucesso da era Syd Barrett, até aí nunca editados em álbum, mais uma música de Roger Waters nunca editada ("Biding My Time"), até aí apenas ouvida nos espectáculos ao vivo. Recebeu três estrelas e meia da revista Rolling Stone.

1 "Arnold Layne"2:56 single (1967)
2 "Interstellar Overdrive" 9:43 The Piper at the Gates of Dawn
3 "See Emily Play" 2:53 single (1967)
4 "Remember a Day" 4:29 A Saucerful of Secrets
5 "Paintbox" 3:33 B-Side do single "Apples and Oranges" (1967)
6 "Julia Dream" 2:37 B-Side do single "It Would Be So Nice" (1968)
7 "Careful with That Axe, Eugene" 5:45 B-Side do single "Point Me at the Sky" (1968)
8 "Cirrus Minor" 5:18 Music from the Film More
9 "The Nile Song" 3:25 Music from the Film More
10 "Biding My Time" 5:18 - não lançada previamente -
11 "Bike" 3:21 The Piper at the Gates of Dawn

Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81


Is There Anybody Out There? The Wall Live 1980-81 é um duplo álbum ao vivo editado no ano 2000.
Este álbum foi gravado por James Guthrie em 1980 e 1981 quando os Pink Floyd tocaram ao vivo o legendário The Wall em Earls Court, Londres. O álbum chegou ao 19º lugar na tabela Billboard 200 e atingiu a platina (1 milhão de cópias vendidas) em maio de 2000 nos Estados Unidos. As apresentações ficaram marcadas pela presença de duas faixas que não tem no disco de estúdio, são elas:"What Shall We Do Now" & "The Last Few Bricks". Recebeu duas estrelas da revista Rolling Stone.

Disco 1
"Master of Ceremonies"
"In The Flesh?"
"The Thin Ice"
"Another Brick In The Wall (Part I)"
"The Happiest Days Of Our Lives"
"Another Brick In The Wall (Part II)"
"Mother"
"Goodbye Blue Sky"
"Empty Spaces"
"What Shall We Do Now"
"Young Lust"
"One Of My Turns"
"Don't Leave Me Now"
"Another Brick In The Wall (Part III)"
"The Last Few Bricks"
"Goodbye Cruel World"

Disco 2
"Hey You"
"Is There Anybody Out There?"
"Nobody Home"
"Vera"
"Bring the Boys Back Home"
"Comfortably Numb"
"The Show Must Go On"
"Master of Ceremonies"
"In The Flesh"
"Run Like Hell"
"Waiting For The Worms"
"Stop"
"The Trial"
"Outside The Wall"

Pulse


O album P•U•L•S•E é um duplo CD ao vivo editado em 1995. O álbum foi gravado durante a tournée de promoção de The division bell na Europa e nos Estados Unidos entre Março e Outubro de 1994. O álbum inclui uma versão ao vivo completa de The Dark Side of the Moon. P•U•L•S•E chegou a nº 1 na tabela da Billboard em Junho de 1995 e foram-lhe atribuídos disco de ouro, platina e dupla platina em 31 de Julho do mesmo ano. A cassete tem duas faixas extra, "One of these days" e 22 minutos de música ambiente.
Desde Julho de 2006, os fãs podem ver, ou rever o show em DVD. Além do show, tem inúmeros videos, fotos e entrevistas inéditas. O som foi remasterizado em Dolby 5.1. Recebeu uma estrela e meia pela revista Rolling Stone.

Disco 1
"Shine on You Crazy Diamond" (Waters/Wright/Gilmour) - 13:34
"Astronomy Domine" (Barrett) - 4:21
"What Do You Want From Me" (Gilmour/Wright/Samson) - 4:09
"Learning to Fly" (Gilmour/Moore/Ezrin/Carin) - 5:16
"Keep Talking" (Gilmour/Wright/Samson) - 6:53
"Coming Back to Life" (Gilmour) - 6:56
"Hey You" (Waters) - 4:39
"A Great Day for Freedom" (Gilmour/Samson) - 4:31
"Sorrow" (Gilmour) - 10:49
"High Hopes" (Gilmour/Samson) - 7:52
"Another Brick in the Wall (Part Two)" (Waters) - 7:08
Disco 2
"Speak to Me" (Mason) - 2:29
"Breathe" (Waters/Gilmour/Wright) - 2:34
"On the Run" (Gilmour/Waters) - 3:48
"Time" (Mason/Waters/Wright/Gilmour) - 6:47
"The Great Gig in the Sky" (Wright) - 5:52
"Money" (Waters) - 8:54
"Us and Them" (Waters/Wright) - 6:58
"Any Colour You Like" (Gilmour/Mason/Wright) - 3:21
"Brain Damage" (Waters) - 3:46
"Eclipse" (Waters) - 2:37
"Wish You Were Here" (Waters/Gilmour) - 6:35
"Comfortably Numb" (Gilmour/Waters) - 9:30
"Run Like Hell" (Gilmour/Waters) - 8:36

The Division Bell


The Division Bell é um álbum editado pelo Pink Floyd em 1994 a (30 de Março no Reino Unido e em 5 de Abril nos Estados Unidos). O tema do disco é a falta de comunicação. O álbum foi gravado em vários estúdios, incluindo o barco-estúdio de David Gilmour chamado “The Astoria”. Chegou a Nº 1 da tabela Billboard 200 em Abril de 1994.
O nome do disco faz alusão ao Division bell (sino da divisão, traduzindo ao pé da letra), recurso usado no parlamemto inglês quando as discussões chegam a ficar tão acaloradas a ponto de niguém escutar mais ninguém. Não há, então, Comunicação, feedback, e esse é justamente um dos temas do disco, a comunicação e a falta dela, o isolamento, a introspecção. Então o sino é tocado para que se organize novamente o debate e as pessoas possam se fazer entender novamente.
No fim de “High hopes” pode ouvir-se o enteado de Gilmour, Charlie a desligar o telefone ao empresário dos Floyd Steve O´Rourke, que tinha pedido para aparecer num álbum dos Pink Floyd. Recebeu duas estrelas da revista Rolling Stone.

"Cluster One" (Wright/Gilmour) - 5:58
"What Do You Want From Me" (Gilmour/Wright/Samson) - 4:21
"Poles Apart" (Gilmour/Wright/Samson/Laird-Clowes) - 7:04
"Marooned" (Wright/Gilmour) - 5:29
"A Great Day for Freedom" (Gilmour/Samson) - 4:17
"Wearing the Inside Out" (Wright/Moore) - 6:49
"Take it Back" (Gilmour/Ezrin/Samson/Laird-Clowes) - 6:12
"Coming Back to Life" (Gilmour) - 6:19
"Keep Talking" (Wright/Gilmour/Samson) - 6:11
"Lost for Words" (Gilmour/Samson) - 5:14
"High Hopes" (Gilmour/Samson) - 8:32

Delicate Sound of Thunder


O album Delicate Sound of Thunder é um duplo álbum ao vivo da era de David Gilmour. Foi editado em CD, e em video cassette em 1988, e inclui 6 faixas de A momentary lapse of reason e 9 de álbuns mais antigos. Recebeu duas estrelas pela revista Rolling Stone. O album foi lançado em 22 de novembro de 1988.

"Shine on You Crazy Diamond"
de Wish you were here
"Learning to Fly"
de A momentary lapse of reason
"Yet Another Movie"
de A momentary lapse of reason
"Round And Around"
de A momentary lapse of reason
"Sorrow"
de A momentary lapse of reason
"The Dogs of War"
de A momentary lapse of reason
"On the Turning Away"
de A momentary lapse of reason
"One of These Days"
de Meddle
"Time"
de The Dark side of the Moon
"Wish You Were Here"
de Wish you were here
"Us and Them"
de The Dark Side of the Moon
"Money"
de The Dark Side of the Moon
"Another Brick in the Wall (Part 2)"
de The wall
"Comfortably Numb"
de The wall
"Run Like Hell"
de The wall