quinta-feira, 3 de março de 2011
Perfil do município de Currais Novos-RN
Seu simbolo turístico é a estatua "Cristo-Rei", réplica fiel, mas em menor proporção, da estátua do Cristo Redentor, que foi trazida da França e doada por Cel. Manoel Salustino em 1937. Currais destaca-se pela Carnaxelita, maior micareta do interior do estado e que notadamente atrai turistas de várias partes do interior nordestino.
De forte formação geológica, o município também se destaca por abrigar a Mina Brejuí, a maior mina de scheelita da América do Sul e o Canyon dos Apertados, único canyon de rocha granítica do mundo.
De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2009, sua população é de 43.536 habitantes.
Origens
A cidade de Currais Novos foi colonizada inicialmente por Criadores de Gado, dentre os quais o mais importante foi Cipriano Lopes Galvão, nomeado Coronel do Regimento de Cavalaria da Ribeira do Seridó pelo então governador Pedro de Albuquerque Melo, e agricultores que têm em sua origem cristãos-novos vindos dos Açores e de Portugal continental.
Cipriano Lopes Galvão veio de Igaraçu- PE com sua esposa Adriana de Holanda e Vasconcelos no ano de 1754 para a região do Totoró. No local, fixou residência e fundou uma fazenda de gado. Quando requereu as terras em 1754, cujo requerimento consta no livro número 5 de Sesmarias do Rio Grande do Norte, já morava no local há anos e tinha seu rebanho bovino com os devidos empregados, chamados de vaqueiros. É certo que sua sesmaria abrangia desde a bifurcação emtre os rios Totoró e Maxinaré até a região do Rio São Bento.
Na época, não existia o município de Acari nem o de Vila do Príncipe (atual Caicó) e toda a região, então denominada Ribeira do seridó, pertencia à Paraíba.
Aproveitando as boas pastagens que o Rio São Bento oferecia, o gado de seu rebanho se deslocava até aí para se alimentar e beber, fato que dificultava o trabalho dos seus empregados. Observando tal dificuldade, resolveu construir currais de pau-a-pique, com troncos de aroeira, nos quais tirava- se o leite das vacas, adestrava- se os bezerros e marcava- se o restante do gado com o método do ferro moldado e aquecido no fogo. Contavam com uma infra- estrutura para a troca e comercialização, bem como para a hospedagem dos parceiros comerciais. A partir destes, casas começaram a ser construídas e vários outros fazendeiros passaram a requerer terras nas circunvizinhanças para aproveitar a proximidade com a emergente feira de gado.
Origem e evolução do nome
Com o crescimento da feira de gado, o Coronel Cipriano resolveu desmembrar o espaço de suas terras, dando-lhe o nome de Fazenda Bela Vista. Após sua morte em 1764, seu filho, o Capitão- Mor Cipriano Lopes Galvão Filho, assumiu os negócios, reformou os currais e investiu cada vez mais no comércio do gado. Bela Vista foi ficando casa vez mais movimentada, já que era ponto de encontro comercial de várias partes do estado. Todos os tropeiros e viajantes marcavam suas reuniões nos "Currais Novos do Capitão", nome pelo qual o crescente povoado passou a ser designado.
A partir de 1813, com a morte do seu dono, mudou- se o nome definitivamente para povoado Currais Novos, nome que persiste até os nossos dias, a preferência pelo nome "Currais Novos" fundamenta-se na troca feita pelos moradores,isto é, as pessoas que residiam próximo aos currais velhos existentes no povoado passaram a residir perto dos novos currais.
No início do século XX, surgiu dentre os mais influentes a proposta de mudança do nome para Galvanópolis, em homenagem ao fundador. Tal idéia, apesar de ter ganhado força, não atingiu seu objetivo, uma vez que o próprio nome Currais Novos já relembra toda a origem e história do município.
Da promessa surge a cidade
No ano de 1755, houve uma grande seca. O Coronel Cipriano Lopes Galvão viu- se muito aflito com a inexistência de água para seu rebanho.
Celestino Alves, em Retoques da História de Currais Novos, nos cita: O Capitão fez uma promessa: se Deus fosse servido para que chovesse e enchesse as cacimbas para escapar o gado, ele erigiria uma capela em homenagem à gloriosa Senhora Santa Ana na sua fazenda. Tal promessa foi feita em 26 de julho, dia em que a água acabou totalmente. Na mesma noite , choveu e os rios e cacimbas encheram, formando um novo poço próximo aos currais, ao qual chamou de Poço de Sant'Ana.
Em 1808, a dita promessa foi cumprida com a construção da capela por seu filho, o Capitão-Mor Cipriano Lopes Galvão, que teve sua autorização outorgada pelo Bispo de Olinda em 24 de fevereiro de 1808, tendo o lançamento da pedra fundamental ocorrido em 26 de julho do mesmo ano pelo padre Francisco Brito Guerra. A doação de meia légua de terras na ponta da Serra do Catunda está registrada em escritura lavrada em 5 de janeiro de 1808.
A partir daí começou a construção acelerada de casas ao redor do templo e surgiu o início da construção da atual zona urbana.
Povoado, distrito, vila e município emancipado
O Totoró ficava na Ribeira do Seridó, pertencente à comarca da Paraíba. Criado o município de Caicó em 31 de julho de 1788, com a denominação oficial de Vila do Príncipe, Currais Novos passou a partencer a Caicó.
Depois da morte do idealizador da capela em 13 de dezembro de 1813, o Capitão Gonsalo Lopes Galvão ficou na chefia das terras e do povoado. Organizou a construção das casas obedecendo o alinhamento de ruas, construiu a primeira casa paroquial e a primeira escola (só para meninos, como era de costume), além de outras obras de urbanização.
Passou então ao município de Acari com a criação deste em 11 de abril de 1833.
Durante o reinado de Dom Pedro II, a povoação foi instituída Distrito de paz, através da resolução provincial nº 301 de 6 de setembro de 1854.
A Vila foi criada e desmembrada de Acari em 15 de outubro de 1890 pelo Decreto Estadual nº 59, do então governador provisório Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, com instalação em Sessão Solene realizada no dia 26 de fevereiro de 1891 pelo então presidente da Intendência acariense, O Capitão Cipriano Bezerra de Santa Rosa.
Após o desmembramento, o município de Currais Novos teve sua área delimitada pelo topógrafo Juventino da Silveira Borges. A posse da Intendência foi solenizada pelo Governador do Estado, sendo constituída pelos cidadãos: Laurentino Bezerra de Medeiros Galvão (presidente), seguindo-se dos Conselheiros (no papel de vereadores) Juventino da Silveira Borges, Sérvulo Pires de Albuquerque Galvão Filho, Francisco Bezerra de Medeiros e Moisés de Oliveira Galvão
O município foi elevado à condição de cidade pela Lei nº 486, de 29 de novembro de 1920, sancionada pelo Governador Antônio José de Melo e Souza, no 32º ano da República. Nessa época, a população era de 14 mil habitantes, com 12 ruas, 1 avenida, 2 praças e 3 travessas.
Geografia
Clima
Tipo: clima muito quente e semi-árido, com estação chuvosa atrasando-se para o outono.
Precipitação Pluviométrica Anual: normal: 500 mm observada: 615,1 mm
desvio: 4,6 mm
Período Chuvoso: fevereiro a abril
Temperaturas Médias Anuais: máxima: 33,0 °C
média: 27,5 °C
mínima: 18,0 °C
Umidade Relativa Média Anual: 64%
Horas de Insolação: 2.400
Relevo
De 200 a 400 metros de altitude.
Serras: do Chapéu, Vermelha, do Piauí, do Doutor e de São João.
Planalto da Borborema - terrenos antigos formados pelas rochas Pré-Cambrianas como o granito, que se estende pelo Estado, onde encontram-se as serras e os picos mais altos.
Vegetação
A caatinga subdesértica do Seridó é a vegetação mais seca do estado, com arbustos e árvores ralas e de xeroftismo mais acentuado. esse tipo de vegetação tem diversas espécies.
Segundo o Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD), que define desertificação como a degradação de terras nas zonas áridas, semi- áridas e sub- úmidas, resultante de fatores diversos tais como as variações climáticas e as atividades humanas, Currais Novos está inserido em uma área susceptível em categoria muito grave.
Formação
Caatinga Hiperxerófila - vegetação de caráter mais seco, com abundância de cactácea e plantas de porte mais baixo e espalhadas.
Caatinga Subdesértica do Seridó - vegetação mais seca do Estado, com arbustos e árvores baixas, ralas e de xerofitismo mais.
Hidrografia e recursos hídricos
É marcada pela temporariedade de seus rios, ou seja, rios que secam em um período do ano em decorrência do desprovimento de chuvas. No entanto, também existem rios de regime perene (que não secam) no agreste e no litoral. Dentre os rios que compõem a hidrografia, os principais são: Mossoró, Apodi Assu, Piranhas, Potengi, Trairi, Jundiaí, Jacu, Seridó, Curimataú.
Economia
A cidade cresceu e desenvolveu-se através da criação de gado bovino e teve toda a sua história atrelada a ciclos econômicos bem definidos, sendo o primeiro o ciclo do gado, sucedido pelo ciclo do algodão e depois pelo ciclo da mineração, liderado pela Mina Brejuí, fundada em 1943 pelo então desembargador Thomáz Salustino Gomes de Melo.
Durante décadas a Mina Brejuí foi a maior exportadora de sheelita do hemisfério sul do planeta até quando teve um declínio na década de 1990 e retomou as suas atividades no ano de 2006, voltando novamente a ser um dos maiores exportadores de scheelita do mundo e gerando 200 empregos diretos, com perspectiva de expansão do setor, ligado, também, ao turismo, desenvolvido nos túneis inativos, nas trilhas e no Memorial Tomás Salustino, museu que conta a história da família de mesmo nome e dos tempos áureos da mineração.
O artesanato mineral está em alta e contribui em muito para a divulgação da cidade nacionalmente e internacionalmente.
A pecuária é extensiva, envolvendo, principalmente, a criação de suínos, bovinos, eqüinos, asininos, muares, ovinos, caprinos e coelhos (ainda inexpressiva). A produção de leite bovino e caprino vem se destacando e é uma das maiores regiões produtoras do Seridó.
A agricultura também segue o regime extensivo, muitas vezes de subsistência, envolvendo a policultura. Destaca- se, na horticultura, a produção de coentro, tomate, alface e pimentão. Apresenta limitações muito fortes no uso agrícola, principalmente pela falta d'água, erosão e pelos impedimentos do uso de maquinários, em decorrência do solo pedregoso, rochoso e meio acidentado.
Destaca-se ainda a pesca, a extração vegetal e mineral (principalmente de sheelita) e a silvicultura.
O pólo turístico está em formação, com a abertura de novos hotéis e pousadas e a divulgação emprendida pela Prefeitura Municipal e outros setores nas diversas áreas do país.
Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB era de R$ 96,208 milhões e o PIB per capita, R$ 2.358,00.
Infra-estrutura
Saúde
Há o Hospital Regional Doutor Mariano Coelho que pela sua parte filantrópica possui o nome de Hospital Padre João Maria e Maternidade Ananília Regina, Pronto Atendimento da UNIMED, 7 postos de saúde, 5 clínicas particulares (com diversas especialidades) e 3 laboratórios de análises clínicas.
Educação
Há 14 escolas municipais, 1 centro de reabilitação, 7 escolas estaduais, 5 escolas particulares, 2 cursinhos pré- vestibulares, 1 escolas de ensino profissionalizante, 2 escolas de ensino de idiomas, 1 unidade de ensino do IFRN, 1 campus da UFRN que dispõe os cursos presenciais de Administração, Letras e Turismo, e Matemática, Física e Química com ensino à distância; além de 3 universidades particulares.
Meios de comunicação
Há 2 rádio- emissoras FM:Serta 95 FM e Antena 3 FM; 2 AM: Rádio Ouro Branco e Rádio Currais Novos; Um sistema local de TV a Cabo por assinatura dispondo de 4 canais locais de televisão: Canal 4 Sidy's TV a Cabo, canal 5 TV Cristo Rei,canal 20 TV Câmara e canal 40 TV COM. Existe também uma concessionária de serviço de Internet a Cabo feito pela própria Sidys; 2 concessionárias de sinal de Internet a Rádio.
Saúde
136 leitos hospitalares, dos quais 121 conveniados ao SUS e 16 particulares (2003, IBGE).
Mortalidade infantil: 27,4 p/mil (Ministério da Saúde/1998).
Cultura
Música
A tradicional banda de música "Maestro Santa Rosa", há mais de cem anos vem fazendo harmonizando as ruas largas de Currais Novos/RN. Existem também vários repentistas atuantes no município, como é o caso de Zé Lúcio, Zé Omar, entre outros. Os seresteiros também fazem parte do imaginário local. Na Década de 80 a banda Tártaros e a banda Tigres animaram as noites curraisnovenses. Mais recentemente, a banda Almanáará surgiu com uma proposta mais voltada para o rock, com elementos regionais. Esperança de vida ao nascer: 68,7 anos (IBGE, Censo 2000).
Literatura
Os escritores Luís Carlos Guimarães e José Bezerra Gomes ficaram para a história do Rio Grande do Norte como dois grandes escritores. Atualmente, o Grupo Casarão de Poesia (Ponto de Leitura) tem realizado um movimento de valorização da poesia no município. Três de seus representantes, Iara Maria Carvalho, Luma Carvalho e Wescley J. Gama, venceram vários concursos no Estado do RN, como o Concurso Zila Mamede (do Jornal Potiguar Notícias) e o Concurso Luís Carlos Guimarães (Fundação José Augusto).
Teatro
Na década de 80 o grupo de Teatro Boca de Rua, coordenado por Jefferson Fernandes, realizou um importante trabalho com Teatro de Rua em Currais Novos. Atualmente alguns grupos, como Emporium Del Arte e o Grupo de Teatro do Peti, procuram o teatro como forma de expressão.
Artes plásticas
Artistas como Francisco Iran e João Antônio, dentre outros, representam as astes plásticas do município. Ministrando aulas para a comunidade desde o início da década de 90, João Antônio já revelou outros grandes artistas, como Jennerson Fernandes, Assis Costas, Francinaldo Moura, Francisco Walter, dentre outros.
Atrações turístico-histórico-culturais
Parque de Vaquejada Dr. Sílvio Bezerra de Melo
Pedra do Navio com Cruzeiro
Escola do Sertão
Complexo Turístico do Totoró
Canyon e cachoeira dos Apertados
Complexo Turístico da Mina Brejuí
Praças Cristo Rei e desembargador Tomaz Salustino
Monumento a Cristo Rei
Monumento 13 de Maio e praça Aproniano Pereira
Fundação Cultural José Bezerra Gomes
Casa do Sertanejo
Acervo Monsenhor Paulo Herôncio de Melo
Acervo Monsenhor Ausônio de Araujo Filho
Espaço e galeria de artes da terra
Palácio Municipal Prefeito Raul Macêdo
Salão Nobre
Galeria dos ex- prefeitos
Coreto O Guarani
Cemitério Público Sant'Ana
Espaço Cultural Monsenhor Ausônio de Araújo Filho
Matriz da Imaculada Conceição
Matriz de Sant'Ana.
Capela de Santa Maria Goretti
Casa da Cultura Popular
Grupo Casarão de Poesia - ONG - Ponto de Leitura
Residência histórica dos Gomes Othon
Canyon dos Apertados
Esportes
Atletismo
A cidade de Currais Novos foi o berço de alguns grandes nomes no atletismo brasileiro, revelando nomes que hoje são destaque no cenário internacional: o medalhista panamericano e olímpico, Vicente Lenílson; Magnólia Figueiredo, que participou de 3 Jogos Olímpicos defendendo o nosso município, onde morou por muito tempo e Cláudio Richardson.
Currais Novos é um dos maiores celeiros de atletas do Norte e Nordeste dentre os vários atletas que hoje atuam no Sul do país.
Futebol
A cidade possuí um clube de futebol profissional, a Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense. O clube foi Campeão Potiguar pela 2ª Divisão em 2007 e atualmente é o vice-campeão do Campeonato Potiguar2009.
Há diversos clubes de futebol amador na cidade, que disputam algumas ligas organizadas entre si, por exemplo, O Matutão, torneio amador realizado anualmente.
Lista de Prefeitos
República Velha
Cel. José Bezerra de Araújo Galvão(04/04/1892 - 03/10/1892 / 01/01/1915 - 31/12/1916)
Cândido de Oliveira Mendes (04/10/1892 - março de 1898)
João Alfredo Pires Galvão (03/04/1898 - 31/08/1904 / 01/01/1920 - 31/12/1921) (obs: em seu segundo mandato Currais Novos foi elevada a cidade em 29/11/1920)
Moisés de Oliveira Galvão (01/09/1904 - 31/10/1904)
Antonio Rafael de Vasconcelos Galvão (01/01/1905 - 30/09/1906 / 01/01/1926 - 08/10/1930)
Bevenuto Pereira de Araujo (01/10/1906 - 31/12/1910)
Ladislau de Vasconcelos Galvão (01/01/1911 - 31/12/1914)
Vivaldo Pereira de Araujo (01/01/1917 - 31/12/1919)
Quintino Galvão (01/01/1922 - 31/12/1925)
Era Vargas
Mariano Coelho (09/10/1930 - 29/10/1930
Raul Macedo (30/10/1930 - 28/09/1934)
João Neto Guimarães (29/09/1934 - 30/10/1935)
Tristão de Barros (01/11/1935 - 21/04/1936)
Tomaz Silveira (01/07/1936 - 14/07/1937)
José Bezerra de Araujo (15/07/1937 - 30/09/1943)
Antônio de Vasconcelos Galvão (02/10/1943 - 27/04/1945)
Antônio Othon Filho (28/04/1945 - 20/11/1945)
Período pós-Era Vargas
Antônio Bezerra Linhares (20/11/1945 - 20/02/1946)
Alcindo Gomes de Melo)(23/02/1946 - 23/06/1947)
Neófito Pinheiro Galvão (24/06/1947-24/04/1948)
Dr. Sílvio Bezerra de Melo (25/04/1948 - 31/01/1953)
Francisco Leonis Gomes de Assis (01/02/1953 - maio de 1956)
Neófito Pinheiro Galvão (31/03/1958 - 31/01/1963)
Época do Regime Militar
Mariano Guimarães (01/02/1963 - 30/01/1969)
José Vilani de Melo Lula (31/01/1973 a 08/05/1973)
Bitamar Bezerra Barreto (09/05/1973 - 30/01/1977)
Geraldo Gomes de Oliveira (1º mandato) (31/01/1977 - 30/01/1983)
José Dantas de Araujo (31/01/1983 - 31/12/1988)
Nova República
Mozar Dias de Almeida (01/01/1989 - 31/12/1992)
Gilberto de Barros Lins (01/01/1993 - 31/12/1996)
Geraldo Gomes de Oliveira (01/01/1997 - 31/12/2000 / 01/01/2001 - 31/12/2004)
José Marcionilo de Barros Lins Neto (Zé Lins) (01/01/2005 - 31/12/2008)
Geraldo Gomes de Oliveira (4° mandato)(01/01/2009 - hoje)
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Currais_Novos
Mina Brejuí - A maior mina de sceelita da América Latina
A mineração em Currais Novos teve o seu apogeu em plena Segunda Guerra Mundial, fornecendo toneladas de minérios às indústrias do aço. Durante esse período, o progresso da sociedade se fez notar através da construção do Tungstênio Hotel, cinema, posto de puericultura, emissora de rádio, estádio de futebol, campo de pouso, colégios, hospital e casa do idoso.
A partir dos anos 80, do século XX, inicia-se o declínio da mineração em consequência da oscilação dos preços internacionais da Scheelita e da utilização de outros minérios para a fabricação de artefatos industriais e tecnológicos, levando a Mina Brejuí a reduzir suas atividades de extração mineral e buscar novas alternativas econômicas.
Atualmente, as minerações do município de Currais Novos estão voltando às suas atividades minerais paralisadas, parcialmente, desde o final da década de 90. Já são mais de 300 empregos gerados até o momento.
Além da volta das atividades minerais, a Mina Brejuí tornou-se nos últimos anos o maior parque temático do Rio Grande do Norte, sendo visitada diariamente por turistas e estudantes vindos de toda parte do Brasil e do Exterior. Mais de 20 mil turistas nos últimos anos.
Em setembro de 2000 foi inaugurado o Memorial Tomaz Salustino e em julho de 2006 o Museu Mineral Mário Moacyr Porto. Desde então o número de visitantes tem crescido anualmente, atingindo a marca de 53.600 pessoas até dezembro de 2010.
ATRATIVOS. Os locais principais à visitação são o MEMORIAL TOMAZ SALUSTINO, o MUSEU MINERAL MARIO PORTO, o MIRANTE DAS DUNAS, os TUNEIS e GALERIAS, a IGREJA DE SANTA TERESA, a GRUTA DE SANTA BÁRBARA, o ARTESANATO MINERAL e a LOJA DE SUVENIRES;
O PASTORIL INFANTIL da MINA BREJUÍ é constituído por 15 crianças filhas e netas dos mineiros e que se apresentam aos visitantes vestidas com trajes típicos. A apresentação é opcional aos turistas que devem pagar uma taxa de R$ 50,00 reais para grupos de mais de 20 pessoas;
A visita à MINA BREJUÍ resgata a história de uma das mais importantes atividades econômicas do Seridó - economia mineral - e realça a vida política, social e cultural de Tomaz Salustino, proprietário da mina e que durante vinte anos colaborou para o desenvolvimento econômico da cidade de Currais Novos, sendo seu grande benfeitor;
O turismo da MINA BREJUÍ desperta a consciência ecológica dos visitantes para a preservação do meio ambiente quando os estimulam a não deixar resíduos de lixo no local, tais como sacos plásticos, embalagens de refrigerantes, papeis ou qualquer coisa que possa poluir o ambiente que deve estar limpo e convidativo para todos que o visitam.
Situado na Mina Brejui, em Currais Novos, representa uma amostra das riquezas minerais da região do Serido. Construído pela Mineração Tomaz Salustino ,através do esforço e dedicação da Sra.Nia Dutra, assessora de marketing e turismo , que com a criatividade do Sr Jerônimo Alves e o apoio da atual diretoria,dos seus funcionários e técnicos , souberam construir uma belíssima obra cientifica e cultural,elogiada por todos que tiveram a felicidade de apreciar tão rico acervo mineral. Esse Museu veio enriquecer os atrativos turísticos da Mina Brejui que já foi visitada por mais de 53.600 turistas.Inaugurado em 06 de setembro de 2006 com a presença do Dr Thiago Gadelha Simas ,secretario da Secretaria do Desenvolvimento Econômico,representando a governadora, Sra Vilma de Faria,do prefeito de Currais Novos,Sr Jose Lins,dos diretores da Mineração Tomaz Salustino,Dr Carlos Dutra,Dr Tomaz Salustino Soares,Dr Rogério Drummond e de numerosos membros da família Salustino.Estavam presentes convidados das classes política,econômica,social e empresarial de Currais Novos,alem de diretores das minas do Serido.O descerramento da placa comemorativa ao evento foi realizado pela filha de Tomaz Salustino,sra Wenceslina Dutra e o senhores Marcelo Porto,Carlos Porto e a senhora Ana Maria Porto,filhos e nora do homenageado,Desembargador Mario Moacyr Porto.Representantes do CEFET,SEBRAE,UFRN,SEDEC,DNPM,CPRM e de vários órgãos públicos se fizeram presentes ‘a inauguração do Museu. O MUSEU MINERAL e o MEMORIAL TOMAZ SALUSTINO poderão ser visitados diariamente.Para grupos de mais de 10 pessoas solicita-se o agendamente prévio,através dos fones (84)3412-3141 e 3431-1823.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Turismo em Pedra Lavrada-PB
A charmosa cidade de Pedra Lavrada, conhecida como a Princesa do Seridó Oriental Paraibano, esta localizada a aproximadamente 230 quilômetros da capital João Pessoa.É uma cidade que encanta pelas suas belezas naturais, arqueológicas e históricas, bem como, pela simplicidade de seu povo amigo, alegre e hospitaleiro.O clima da cidade é ameno com uma agradável brisa que alivia o calor. A cidade é conhecida pela espetacular diversidade mineral que abriga em seus 351,69 Km2, emoldurada pela Serra das Flechas, Serra Branca, Boqueirão dos Patos e Rio dos Porcos.O rico patrimônio histórico-cultural do município reúne sítios arqueológicos e paleontológicos, alem de construções antigas.Esta riqueza cultural despertou a atenção de estudiosos que há três séculos começaram a catalogar as marcas deixadas por um povo, que remonta aproximadamente 12 mil anos.Em Pedra Lavrada já foram encontrados, analisados e catalogados vários objetos como utensílios, ferramentas, e armas. Certamente, resquícios de uma antiga “civilização” que habitou a nossa região.Todos estes atrativos tem feito de Pedra Lavrada um dos municípios mais visitados do interior da Paraíba. A cidade é procurada por centenas de turistas em busca de aventuras nos passeios ecológicos pelas trilhas de rios e sítios, além da adrenalina nos esportes radicais como o rapel e o mountain bike.No pedralavrada.com você vai conhecer um pouco mais dos atrativos desta cidade que vive sempre de braços abertos para receber os turistas.
O lugar também é perfeito para montar acampamentos. O pôr do sol, o amanhecer e a visão do horizonte são espetáculos de rara beleza somente descritos por quem tem a oportunidade de visitar este local que parece viver em eterna sintonia com a natureza.
A Serra das Flechas também carrega muitos mistérios e lendas. Algumas ainda não explicadas pelo homem. No ano de 1974 foi descoberta a existência de uma comunidade indígena que residia na Serra das Flechas. A realização de uma busca a tribo perdida resultou na captura de uma mulher indígena que vivia em condições primitivas. Ela falava um dialeto desconhecido. Nenhum dos seus parentes jamais foi encontrado.
Nos Porcos também encontramos dezenas de sítios arqueológicos com inscrições semelhantes às encontradas em outros pontos distintos do município.
A região é cortada pelo rio Porcos que vem a ser o mesmo que passa na Serra Branca. Ele apresenta um terreno plano e não acidentado, o que facilita o acesso tantos para os esportistas e aventureiros que cultuam as trilhas quanto às pessoas comuns.
Um passado que agora começa a ganhar novos rumos com o interesse de arqueólogos e paleontólogos quem buscam explicação para os inúmeros sítios que carregam inscrições rupestres e até fósseis.Estes atrativos também começam a abrir as portas do município para o turismo ecológico. Turismo que obrigará o município a desenvolver políticas públicas que possam fazer a exploração turística conviver lado a lado com a preservação destes lugares sagrados que podem se tornar uma fonte rentável de geração de emprego para a comunidade local.
A riqueza histórica de Pedra Lavrada é incomensurável. Desde o século XVIII, registros indicam que estudiosos já catalogavam as marcas deixadas por um povo, que remonta aproximadamente 12 mil anos. Estes povos teriam habitado de forma regular o território onde fundou-se posteriormente a povoação que daria origem a atual cidade.
Em Pedra Lavrada já foram encontrados, analisados e catalogados vários objetos como utensílios, ferramentas, e armas. Certamente, resquícios de uma antiga “civilização” que habitou a nossa região.Os sítios arqueológicos do município revelam registros pictográficos que podem pertencer a Tradição Nordeste (5.000 a.C.), Agreste (2.000 a 3.000 a.C.) e Itacoatiara (1.000 a.C. a 1.000 d.C.).Até hoje já foram identificados vinte sítios arqueológicos, entre eles: Complexo Canta Galo, localizado no sítio Canta Galo (onde está a “Pedra Lavrada” com registros das tradições Nordeste, Agreste e Itacoatiara), 7.000 anos; Salgadinho (Pedra dos Solon) com pinturas rupestres e traços da Tradição Nordeste – entre 3 e 4.000 anos; Retiro I e II (Gravura Itacoatiara); Retiro, Flechas; Lagoa de Campinhos (foram encontrados fósseis de um Mastodonte); Quixaba; Tibirí, foi encontrado material lítico (ferramentas para uso na agricultura e machados); Serra Branca; Poço da Mesa, situado no sítio Cumati, foram identificadas gravuras, entre outros.
Perfil do município de Pedra Lavrada-PB
Destacamos, portanto, que os territórios de todos os atuais municípios pertenceram ao município da capital. Particularmente, o município de Pedra Lavrada integrou o território da antiga povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso (atual município de Pombal), no Vale do Piancó; figurou como parte do território de Vila nova do Príncipe (atual município de Caicó-RN). A Freguesia de Cuité havia sido criada a 12 de agosto de 1801, desmembrada que foi da freguesia de Santana de Caicó. Por integrar a Freguesia de Nossa Senhora das Mercês da Serra do Cuité, o território lavradense pertenceu a Vila do Brejo de Areia, elevada a categoria de cidade em 1846.O território de Pedra Lavrada pertenceu, a partir de 1826, ao território de Bananeiras, permanecendo até 25 de junho de 1872, quando foi criado o município de Cuité, sede da Comarca da Borborema. Por último, o território lavradense passou a integrar o município de Picui, instalado em 24 de novembro de 1904, após a transferência da Comarca de Cuité para aquela nova sede.Como povoação de Itacoatiaras, Vila e Distrito de Pedra Lavrada, a antiga fazenda dos Gomes Barreto pertenceu a Picui até sua emancipação política data de 13 de janeiro de 1959, pela Lei estadual de nº 1944, tendo sido instalada no dia 25 de janeiro.
Presume-se que em 1750, de uma fazenda pertencente à família Gomes Barreto, originou-se a povoação de Itacoatiara, que depois passou a ter o nome atual, em virtude da existência de Pedras Lavradas distantes cerca de 1km de onde está erguido à cidade, existindo também no local, um grande bloco de granito onde se encontram inscrições variadas, alvo de estudos de diversos historiadores.Ademário de Souza, um dos maiores educadores de Pedra Lavrada, afirma que em 1760, por intermédio de visitante Dr, Alexandre Bernadino dos Reis, o senhor José Bezerra da Costa pediu licença ao bispo de Campina Grande, Dom Tomaz da Encarnação Costa, para a edificação de uma capela de Nossa Senhora da Luz.José Bezerra da Costa doou 25 graças de terra ao patrimônio da igreja, para a edificação da referida capela. Em 29 de maio do mesmo ano, a capela pertencente à freguesia de Caicó, foi inaugurada com uma grande procissão, tendo sido benta em 1789.Em 1843, Vicência de Paiva Cunha, irmã do coronel Antônio Gomes Arruda Barreto, doou também ao patrimônio de Nossa Senhora da Luz, 480 braças de terras do nascente ao poente e 2.400 braças de norte a sul se limitando ao nascente com as terras do Tamanduá, ao poente com o Retiro e Carnaúba, ao norte com as terras do Caldeirão e, ao sul com o Riacho dos Porcos.A Freguesia foi criada através da lei provincial n° 02, de 19 de agosto de 1859, tendo sido desmembrada da Freguesia de Cuité que por sua vez foi desmembrada da de Caicó em 25 de agosto de 1801 que dependia por decreto do Bispo de Olinda, Dom Joaquim de Azevedo Coutinho,Teve como seu primeiro Vigário Marcelino Rogério dos Santos Freire, que assumiu em 15 de julho de 1860, trabalhando durante 10 anos.Em 1862 chega a Pedra Lavrada o professor Graciliano Fontini Lordão, vindo transferido de Cajazeiras do Rolim e que fixou residência na povoação, como sucessor do primeiro professor público, o coronel Antônio Gomes Arruda Barreto, que havia sido transferido para Catolé do Rocha.O professor Graciliano, vulto de grande destaque no desenvolvimento da povoação, juntamente com o Vigário Marcelino, ampliou a capela e transformou-se num benfeitor da matriz.Foi sucessor do professor Graciliano, o professor Manoel Júlio Rodrigues de Lima, que viveu muitos anos nessa povoação, dando muito de si na formação de sua gente.Outro professor chamado Serafim de Lima, mais conhecido como Joaquim Caipora prestou grandes serviços a comunidade, pois além de professor foi também escrivão público. Dona Santa Albuquerque destacou-se como a primeira professora da povoação.Outra figura de destaque, no campo da educação, foi o professor Francisco Ferreira de Vasconcelos, que além de professor foi também tabelião público e vereador por 3 legislaturas da Câmara Municipal de Picuí, como representante da então vila de Pedra Lavrada.
Da união de duas famílias nasce o desejo de libertação de Pedra Lavrada
Está situada na Meso-região da Borborema, na microrregião do Seridó, possui uma área de 393.4 km2, com um percentual da área da microrregião de 14,70% e representando 0,70% da área do estado; a sua altitude é de 516 metros e as coordenadas geográficas da sede municipal são de 06º45’25’’ de latitude e 36º28’49” de longitude (Wgr).Limita-se ao Norte com o município de Nova Palmeira, distante 12 km; ao Sul com Seridó, a 27 km e Cubati a 24m; Ao Leste com Cuité a 82 km; e a Oeste com o Estado do Rio Grande do Norte, distante 10 km da divisa entre os dois Estados.O seu acesso rodoviário pode ser considerado de boa qualidade, tendo em vista que as cidades de maior relacionamento comercial estão localizadas próximas a mesma e as estradas asfaltadas e em bom estado de conservação, exceção de alguns trechos.
O seu clima é ameno, ou melhor, tropical megatérmico, até porque há uma brisa constante que alivia bastante o calor, principalmente nos períodos de maior intensidade da seca.O inverno geralmente tem início em fevereiro e termina em julho. Com asua temperatura variando entre a máxima de 34º e a mínima de 17º. A precipitação pluviométrica é uma das menores da região, o que compromete de sobremaneira o rendimento de sua produção agrícola e o desempenho de seu setor relativoa pecuária.
O relevo do município tem 80% da sua área entre o plano e o ondulado, enquanto que os 20% restantes são do tipo montanhoso.O município é abrangido pela Bacia do Seridó, onde é cortado pelo rio do mesmo nome e pelos riachos do Tamanduá, Caldeirão e dos Ovos.Os seus principais açudes são: Tamanduá – com capacidade de 5,000000m3, que por muitos anos foi utilizado para o abastecimento das cidades de pedra Lavrada e Cubati. Caldeirão com capacidade de 2.300.000m3, é também utilizado para o abastecimento de Nova Palmeira. Canoa de Dentro - com capacidade de 2.200.000m3, é utilizado para o abastecimento das comunidades próximas e atividades como a piscicultura, agricultura e apicultura.
Os minerais explorados estão divididos em: tantalita, xelita, quartzo, berilo, caulim, calcário, calcedônia, mica, barita, feldspato, entre outros.Segundo dados da prefeitura e sindicato de mineradores, 10% da mão-de-obra total existente no município é direcionada a exploração de recursos minerais, sendo este percentual mais elevado no período da estiagem.Apesar da região ser predominantemente rica em recursos minerais, nota-se que as primeiras ações e planejamento voltados para a aplicação de recursos no setor com conseqüência direta na distribuição de renda no âmbito da comunidade estão sendo efetivados somente agora.
A cobertura vegetal apresenta, com predominância, espécies de matas (marmeleiros, jurema e caatingueira, utilizados na produção de lenha e carvão), capoeira arbústíca (quebra-faca e mororó, utilizados no pastejo para o rebanho), capoeira herbácea (malva e mata-pasto, também utilizados como pastejo), além do capim nativo e pastejo/cultivo artificiais (capim bufel, palma forrageira, capim elefante, milho, feijão, mandioca e sisal).
Existe no município uma grande quantidade de animais de pequeno porte, que são resistentes ao clima da região.Entre eles, constata-se a presença dos pássaros, como o galo-de-campina, a rolinha, o nambu, a casaca-de-couro, o gavião peneira, o carcará, o concriz, o papagaio, o canário da terra, o bem-te-vi e diversos outros tipos como habitantes dessa região semi-áridaAlém dos pássaros, várias outras espécies de animais vivem naquela região, tais como: preás, tejos, tamanduás, a cobra cascavel, a cobra cipó, a cobra corre campo, a jararaca, o gato do mato, o guaxinim, o gambá, o camaleão e o peba.
Perfil do município de Picuí-PB
O município de Picuí está localizado na Mesorregião da Borborema e na microrregião do Seridó Oriental Paraibano, com uma área de 665,57 Km2 (fonte IBGE/2000), a uma altitude de 439m acima do nível do mar, com latitude – S 6º31’19” e longitude – W. Gr 36º20’14”, distando 246 Km da capital do Estado, João Pessoa. Limita-se, ao Norte com o Estado do Rio Grande do Norte; ao sul com os municípios de Pedra Lavrada (PB) e Nova Palmeira (PB); a leste, com os municípios de Nova floresta(PB), Cuité (PB) e Baraúna (PB) a Oeste, com os municípios de Frei Martinho(PB) e Carnaúba dos Dantas(RN).
O sistema viário do município é servido por estradas asfaltadas que ligam os principais centros de comércio do Estado da Paraíba e Rio Grande do Norte; as estradas vicinais, com boas condições de tráfego durante todo o ano ligam as comunidades rurais à sede do município.
São principais vias de acesso a Picuí, a BR 104/PB 137 ( vindo no sentido de Campina Grande, através de Barra de Santa Rosa); A BR 230/PB 177 (vindo no sentido Campina Grande, através de Soledade / Nova Palmeira); a PB 151 (não asfaltada), vindo de Nova Floresta e a continuação da PB 151, que liga a Paraíba ao Rio Grande do Norte, tendo Carnaúba dos Dantas (RN) como cidade mais próxima.
Aspectos Históricos
As primeiras penetrações para a colonização de Picuí ocorreram entre 1704 e 1706. No ano de 1856, o nordeste brasileiro foi cenário de uma terrível epidemia de cólera-morbo, que matou milhares de pessoas. Os moradores da região, assustados com a mortandade e liderados pelo coronel José Ferreira de Macedo, decidiram recorrer ao mártir São Sebastião e juntos fizeram uma promessa ao santo. Após constatarem que não havia mais o surto da doença, começaram a construir a capela de São Sebastião, hoje elevada à matriz de São Sebastião, que se tornou o padroeiro do município e deu origem à história do lugar.
Em 1857, foi construída a capela e em seu redor floresceu a nova povoação, denominada inicialmente de São Sebastião e depois acrescida a palavra Triunfo, em homenagem à vitória do Brasil na Guerra do Paraguai. Sua elevação a distrito com a denominação de picuí, data de 1871, pela Lei Provincial nº 440 de 18 de dezembro, como integrante do município de Cuité. Em 1888, a Lei Provincial nº 876 de 27 de novembro, deu-lhe a condição de Vila. Seu progresso foi muito rápido, pois o município de Picuí foi criado, pelo Decreto nº 323, de 27 de fevereiro de 1902, instalando-se em 9 de março do mesmo ano.Logo depois, a Lei Estadual nº 212 de 29 de outubro de 1904 transferiu a sede do município de Cuité para Picuí e instalou o município oficialmente em 24 de novembro de 1904. Sendo nomeado o primeiro juiz de direito Dr. Abdias da Costa Ramos e em 13 de dezembro de 1904, realizaram-se as primeiras eleições municipais, sendo eleito, o prefeito Cel. Manuel Lucas de Macedo.
Finalmente, a Lei Estadual nº 599 de 18 de março de 1924, deu-lhe foros de cidade, cujo município abrangia, além deste, os atuais municípios, de Cuité, Nova Floresta, Nova Palmeira, Frei Martinho, Barra de Santa Rosa, Cubati e Pedra Lavrada, os quais foram emancipados anos depois. Atualmente, o município está formado por dois distritos: Santa Luzia do Seridó e Serra dos Brandões.
O cargo de prefeito está sendo exercido por Rubens germano Costa e a Câmara Municipal é constituída por 9 vereadores, tendo como presidente Paulo Lira Silva.
Apresenta um clima quente, semi-árido (desértico), com uma temperatura média anual em torno de 26ºc e variações, no verão, das máximas entre 28º c e 30º c , chegando a atingir uma temperatura diurna em torno de 34ºc nas máximas absolutas. “A precipitação pluviométrica média anual é de 366 mm, sendo mal distribuído ao longo do ano. Essas chuvas, são irregulares, com anos mais chuvosos (400 mm a 600 mm) e anos em que a precipitação é abaixo de 100 mm (Emater , Picuí – 1995). Assim, o município caracteriza-se, sobretudo, por chuvas ocasionais, que além de raras, às vezes, de pouca intensidade, que podem ficar ausentes durante meses consecutivos, ocasionando conseqüentemente déficits de água”.
Por está localizado nas encostas do Planalto da Borborema, apresenta como forma de relevo, planalto com pequenas ondulações denominadas serras. Sendo consideradas as mais importantes: A Serra vermelha, com 689m; Serra do Pedro, com 679 m e Serra das Onças com 648 m.
Além dos morros do Chapéu e do Juadar e o Pico da Malacacheta. O principal rio do município é o Rio Picuí, que tem como afluente o Rio do Pedro ou Caraibeira e deságua no rio Acauã, no município de Currais Novos - RN. Nossos rios e riachos são secos e pedregosos, correndo somente no curto e incerto período chuvoso, com a passagem das águas turvas, fortes e ligeiras em poucas horas, devido, naturalmente, ao considerável declive dos terrenos.
O município dispõe de 33 açudes (Fonte PM / Emater) onde a maioria é de pequeno porte e não se encontra com sua capacidade total preenchida, por causa da escassez de chuvas, exceto os açudes públicos que são considerados de grande porte: Picuí (conhecido vulgarmente por açude do Cavalo Morto), com capacidade 1.500.000 m3 , Caraibeira, com capacidade de 3.000.000 m3 e o de Várzea Grande, com capacidade de 21.500.000 m3 , sendo o maior açude da região que além de abastecer o município, também abastece os municípios circunvizinhos. O município ainda dispõe de 51 poços artesianos e amazonas ,tanques sobre lajedos, cisternas comuns e cisternas de placas, na zona rural que mesmo não resolvendo, pelo menos minimizam, os problemas enfrentados pelo homem do campo durante as secas, tão comuns na região. “A água dos açudes e poços amazonas, de um modo geral, são de boa qualidade para irrigação e consumo humano, enquanto que as águas de poços artesianos se prestam apenas para o consumo animal e doméstico, devido ao alto teor de salinidade encontrado”. (SEBRAE: 1996)
A vegetação predominante é a caatinga, típica do semi-árido nordestino. “Sendo que nas áreas mais altas e de terrenos compactados apresentam-se vegetação hiperxerófilas, que são muito resistentes à seca como: a jurema, xiquexique, palmatória, marmeleiro, cactácias, juazeiro, umburana entre outras e nas áreas mais baixas, de preferência nas várzeas dos rios, encontra-se uma vegetação arbórea, como a aroeira, caraibeira, entre outras...” ... (REMÍGIO: 2001
Desse modo, em decorrência do desmatamento de sua caatinga nativa, para a venda de lenha às olarias e panificadoras locais e outras localidades dos estados, contribui para o processo de desertificação do Seridó Oriental Paraibano.
O solo do município é formado de argila vermelha, massapê, materiais micáceos7 nas ligeiras colinas e rebolos avermelhados nos tabuleiros estéries, cortados por extensos cordões de pegmatitos, micaxistos e pedras pretas.
“A região possui grandes e extensas serras, com o ápice geralmente desnuda, apresenta também muitas lombadas e algumas áreas planas. Tem sua estrutura tectônica, pertencente ao grupo Seridó e está inserida na Província geológica da Borborema. (Remígio: 2001) “
O município de Picuí possui uma grande diversidade de minerais, encontrados dentro dos pegmatitos, alem de grande extração de rochas graníticas espalhados nos terrenos que compõem o “Celeiro dos Minerais”. Ainda dispõe de nove sítios arqueológicos, ainda não explorados por arqueólogos situados nas localidades:
Cacimba de Dentro – Cachoeira das Pinturas
St. Pedro: Vale Encantado
St. Volta _ Pedra da Tubiba.
Fazenda Letreiro – Lajedo do letreiro
St. Conceição – abrigo do poço.
Cachoeira do Saco do campo
St de Hermes Hortins - Pocinhos
St. Minador – Abrigo do Minador
St. Malhada de Dentro – Cachoeira do Mulungu
As gravuras rupestres retratam a história do homem através do tempo, a exemplo das Itacoatiaras localizada no sítio Pedro, destacando-se impressionantes gravuras pré-histórica indecifráveis, o que nos proporciona inserir nosso município nas rota dos sítios arqueológicos do Seridó Ocidental Paraibano, reservando os aspectos culturais destas civilizações. Assim sendo, Picuí apresenta um elevado potencial turístico, ainda pouco explorado, e conhecida nacionalmente como a terra da carne-de-sol, a cidade de Picuí se destaca pela hospitalidade e simpatia do seu povo.
Características Demográficas
De acordo com o censo/2007, a população do município de Picuí é de 18.716 habitantes, sendo assim distribuídos: 11.198 pessoas na área urbana e 7.473 pessoas residentes na área rural.
A Taxa de urbanização é 59,8% ( censo / 2007).
As atividades econômicas que compõem a renda do município são distribuídas na agricultura, pecuária, indústria de cerâmicas, comércio e serviços, as quais formam os setores primário, secundário e terciário. Picuí está entre os municípios que mais exportam na Paraíba, ocupando a 10ª posição no ranking estadual, com participação de 0.2% nas exportações do Estado, segundo dados publicados na Revista Análise (Anuário 2005-2006), sendo o município que mais se desenvolveu no Estado da Paraíba em 2005, com um crescimento em torno de 39% em arrecadação de ICMS, conforme dados da Secretaria de Estado da Receita.
O município está situado numa das áreas minerais mais importantes do Nordeste. Dentre os minerais encontrados nesse subsolo, destacam-se: “berilo, tantalita, sheelita, mica, opala, topázio, água marinha, turmalina, granada, calcita, calcedônia, feldspato, albita, enxofre, Quartzo ( de diversas cores), ametista, uranitito entre outros. A existência da imensa gama de minério presentes em quase sua totalidade nos pegmatitos, rendeu ao município o apelido de “Celeiro dos Minerais”. “Os principais minérios explorados no município, ainda por métodos primários, são: columbita, berilo, cobre, mica, estanho, ambligonita e shelita” (SEBRAE, 1996)
Além das atividades relatadas, o município ainda dispõe de outras alternativas de geração de rendas, como alguns eventos esporádicos, como: Festival do Picolé, Festival da Carne de Sol, Festejos Juninos e Festa do Padroeiro São Sebastião. Também realiza semanalmente, aos sábados a feira livre com a participação de feirantes locais e de outras localidades.
De acordo com o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2000), a renda per capta municipal é de 90,94, sendo percentual de renda – transferências governamentais: 22,90 e percentual de renda – rendimento do trabalho: 58,16.
No período 1991-2000, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do município de Picuí cresceu 19,06%, passando de 0,509 em 1991 para 0,606 em 2000.
Em relação aos outros municípios do Brasil, Picuí apresenta uma situação ruim, ocupou, em 2000, a 4546ª posição, sendo que 4545 municípios (82,5%) estão em situação melhor e 961 municípios (17,5%) estão em situação pior ou igual.
Em relação aos outros municípios do Estado, Picuí apresenta uma situação intermediária: ocupou em 2000, a 78ª posição, sendo que 77 municípios (34,5%) estão em situação melhor e 145 municípios (65,5%) estão em situação pior ou igual.
Para fins estatísticos o IBGE considera como alfabetizada a pessoa capaz de ler e escrever um bilhete simples no idioma que conhecia. Aquela que aprendeu a ler e escrever, mas esqueceu e a que assina o próprio nome é considerada analfabeta.
De acordo o Censo demográfico 2000, a taxa de analfabetismo do município de Picuí da população de 10 a 15 anos é de 8,60 e a população de 15 anos ou mais é de 35,00.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Vulcão Tungurahua, no Equador, expele material incandescente e cinzas no Equador

Segundo o Instituto Geofísico do Equador (IG), no dia 4 de dezembro, a partir das 8h e 30min, foi registrado um incremento muito rápido e contínuo da atividade sísmica e de manifestações superficiais do vulcão Tungurahua. Ocorreu um aumento na intensidade e duração dos sons dos estrondos e explosões, aumento também nas emissões e no conteúdo de cinzas e ejeção de fragmentos vulcânicos até uma distância maior do que 1,5 km com relação ao nível da cratera. A coluna de emissão se dirige para o sul e alcança 2 km de altura devido à força dos ventos. Os residentes das regiões próximas ao vulcão reportaram vibrações no solo e nos edifícios. Às 9h e 38min, os vigias do vulcão informaram a presença de fluxos piroclásticos no lado ocidental da montanha. A partir das 9h e 46min, foi observada a descida de vários fluxos piroclásticos pela ravina de Vazcún. Até às 11h e 30min, vários fluxos piroclásticos continuavam descendo por várias drenagens situadas no setor ocidental da montanha, como Mandur, Choglontus e La Rea. De acordo com o IG, este incremento na atividade era inesperado, porque o vulcão Tungurahua é um sistema aberto, isto é, que estava caracterizado pela constante geração de colunas de emissão com variáveis quantidades de cinzas.
Após os eventos vulcânicos registrados na manhã e nas primeiras horas da tarde do dia 4 de dezembro, as atividades sísmicas e superficiais do vulcão Tungurahua diminuíram sensivelmente. Os sons de estrondos diminuíram em duração e intensidade. A coluna de emissão continha uma moderada carga de cinzas. Os blocos incandescentes ejetados caíram aproximadamente 2 km abaixo do nível da cratera. Entretanto, às 18h e 17min, ocorreu uma forte explosão, escutada em diversos povoados próximos.
Durante a noite entre 4-5 de dezembro e durante todo o dia 5 de dezembro, os sistemas de monitoramento sísmico mostraram que a atividade se manteve em nível moderado. Durante a noite foram registradas explosões com canhonaços que provocaram a vibração de janelas na zona de Guadalupe, a 14 km do vulcão. Foi observada a expulsão de fragmentos vulcânicos incandescentes até 1 km abaixo da borda da cratera. Os sons de estrondos foram esporádicos e de intensidade leve, mas intercalados com pulsos de intensidade moderada. Houve informação de queda de cinzas na manhã de 5 de dezembro em diversos povoados situados a oeste e sudoeste do vulcão.
Duas grandes explosões ocorreram na tarde de 5 de dezembro, a primeira às 15h e 00min e a segunda às 15h e 46min. Esta última gerou um forte canhonaço que provocou a vibração do piso e janelas nas zonas como Pillate, Cusúa, Runtún e Guadalupe. Houve informações de queda de cinzas nos setores de Cahuají e Choglontus. Blocos incandescentes rolaram 1 km desde a margem da cratera. Fumarolas situadas na margem noroeste da cratera estão muito ativas.
Durante a noite entre 5-6 de dezembro foram escutados sons de estrondos esporádicos de moderada a baixa intensidade. Associados com esses eventos foram observados fontes de lavas que projetavam blocos incandescentes até 800 metros de altura sobre o nível da cratera e caíam pelos flancos do vulcão até uma distância aproximada de 1 km de distância.
Na tarde de 6 de dezembro, continuou a geração constante de colunas de emissão com moderada carga de cinzas que alcançaram 2 km de altura e direção para oeste. Também foram escutados sons de estrondos de intensidade leve.
Na noite entre 6-7 de dezembro foi observado à saída constante de material incandescente na forma de blocos que ascenderam aproximadamente 1 km sobre o cume do vulcão e rolaram por 1 a 1,5 km de distância pelos flancos do vulcão. Os sons de estrondos foram quase contínuos, de intensidade moderada a alta. Durante a madrugada alguns estrondos e explosões foram tão intensos que provocaram a vibração de janelas e do solo na zona de Guadalupe, a 14 km do vulcão. A explosão das 2h e 48min foi acompanhada de um forte canhonaço. Durante a manhã de 7 de dezembro continuaram os sons de estrondos de intensidade leve a moderada e a atividade sísmica se manteve em um nível considerado como moderado a alto. Os sinais sísmicos são gerados pela constante emissão de colunas com variáveis quantidades de cinzas. Houve informação de queda de cinzas em diversas localidades.
No dia 8 de dezembro, às 16h e 29min, foi registrada uma explosão, cujo canhonaço foi escutado em diversos povoados, produzindo a vibração de janelas e do solo. Além desse evento explosivo foi observada uma constante coluna de emissão de cinzas, de aproximadamente 1,5-2 km de altura com relação ao nível da cratera. Às 21h e 56min, outra explosão provocou a expulsão de material incandescente da cratera e blocos rolaram pelos flancos da montanha.
No dia 9 de dezembro, às 17h e 30min, uma explosão gerou um fluxo piroclástico, que desceu muito rapidamente pela drenagem Cusúa e chegou até 3 km abaixo da borda da cratera. A explosão gerou uma coluna de emissão com aproximadamente 4 km de altura sobre o nível da cratera, com um elevado conteúdo de cinzas.
Fonte: Instituto Geofísico do Equador – Escuela Politecnica Nacional